quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Achologia ou Teoria do Achismo.


 A palavra achologia nos sugere um grande NÃO à administração baseada no “acho isso, acho aquilo”. A “administração do eu acho”, baseada em suposições, ou até em superstições, é totalmente negativa e tem levado pessoas a cometerem muitos erros, causando sérios desgastes e prejuízos a si mesmas e às empresas em que trabalham. A “administração do eu acho” faz as pessoas trabalharem bem mais arduamente e muito menos inteligentemente. Agindo assim, o resultado não poderia ser outro: pior qualidade, menor produtividade e maiores custos. Trabalhar arduamente é muito importante, mas não é suficiente porque nem sempre é inteligente. Devemos centrar todo nosso esforço no sentido de atingirmos os objetivos estabelecidos pela empresa. Para que isso ocorra, é necessário utilizar recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros adequados à consecução dos objetivos estabelecidos. Isso equivale dizer que precisamos estar em um estado de autocontrole e ter conhecimento científico. Estas são as condições básicas para que o resultado do nosso trabalho tenha conhecimento. Estar em autocontrole significa saber o que deve ser feito, saber avaliar o que foi feito e saber tomar ações corretivas, de forma a eliminar distorções entre o resultado obtido e o pretendido com autoridade e habilidade. Simples, não é mesmo? Não! Muitas pessoas, por falta de treinamento adequado e de conhecimentos, não sabem o que deve ser feito. Outras “acham” que sabem, ou sabem parcialmente. Existem pessoas que, embora tenham sido treinadas e possuam um razoável nível de conhecimento, não conseguem fazer um bom trabalho por falta de um padrão (referência a ser seguida) atualizado. Existem situações em que sabemos o que deve ser feito, mas não sabemos avaliar o resultado. Avaliar resultados é uma tarefa básica na busca de melhores resultados. Nesta fase, a “achologia” tem sido uma característica típica em muitas empresas. “Acha-se” muita coisa e encontra-se muito pouco! Isto ocorre por falta de conhecimento e, neste caso, a avaliação é incorreta, posto que se ataca o efeito pensando estar atacando a causa, e os desperdícios tornam-se uma constantes. Autores consagrados na área da qualidade costumam dizer que a rentabilidade das empresas poderia ser de 30 a 40% maior, não fossem os problemas causados pelos desperdícios. Muitas dessas perdas são provocadas por ações incorretas, frutos de más avaliações. Não basta apenas detectar o problema, o mais importante são as ações corretivas tomadas a tempo e a hora a fim de eliminá-lo. Dissemos que para a correta avaliação de um processo é necessário conhecimento científico. Este conhecimento existirá quando: a) houver evidência baseada em dados e fatos; b) houver previsibilidade de resultados; c) houver um grau de certeza / probabilidade associado a essa previsibilidade. Administrar com pessoas em auto controle e com conhecimento científico é a garantia para se atingir a eficácia ou a excelência empresarial. Só assim teremos Qualidade, Produtividade, Baixos Custos e Competitividade. Vamos dizer não à achologia!
Vale a pena recordar as palavras de Lord Kelvin: “Quando alguém pode medir o que está falando e expressá-lo em números, significa que esse alguém conhece algo sobre o assunto; mas quando essa pessoa não pode medir nem expressar em números o que fala, seu conhecimento é pobre e insatisfatório; pode ser o início do conhecimento, mas dificilmente suas idéias terão alcançado o estágio de ciência, mesmo que o assunto seja científico”.
Texto de autoria desconhecida. Foram feitas adaptações e alterações na sua apresentação.

Afif Bittar – Sociólogo –  Especialista em Psicologia Social. Consultor de empresas em Administração Geral e em Recursos Humanos.    (16/07/99).
       

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